talking in my sleep.

•Dezembro 26, 2009 • Deixe um comentário

some say, love’s the most selfish of all sentiments. as all emotions sprung from within, how unselfish can any feeling really be? i believe there is always a search for detachment in the quest for love. as if in the merging of souls one would cease to be and become the other, or another.

for one to truly experience the abandonment that becomes love – that is what i believe in, what i aspire – one must distance oneself from it’s own existence. that’s  why lovers long to lay next to each other, in silence, in darkness. watching as skin crawls up and down searching for a breath, the eyelids delicately twitching searching for light in the technicolor of sleep.

to simply witness the existence of a body, chests filling up with air, emptying out in exhalation. to watch closely the continuous vital and so syncopated movements we must repeat endlessly to survive. to witness the bare image of what it is to be. but we fear. i fear. i am. i love. i hope.

Pai poeta.

•Dezembro 13, 2009 • Deixe um comentário

Sou somente vontade corrompida

Lealdade vil

Amizade traída

Sou somente nós

São comigo corrompidos bondosos

Vis leais

Traidores amigos

São comigo nós

Mesmo assim a humanidade não nos esquece

O destino nos lambe com sua saliva gosmenta e pegajosa

Alguma palavra nos persegue e nos caça

O desejo nos escapa e viver vira uma trapaça

É que não cabe o tamanho anacrônico da nossa miséria dentro da tigela

Que usamos para mendigar existir

Entorna e cai na tigela dos outros

Entorna e cai na tigela de outros e outros

O bom pode vir a ser mal

O mal pode vir a ser bom

Não é nada mal

Não é nada bom

Mas entorna e cai

Sou legal, não tou te dando mole.

•Dezembro 5, 2009 • 1 Comentário

Querido diário,
Hoje fui a um show num lugar super legal, vários amigos, cerveja gelada, aquela confraternização maneira.

Eis que vou ao fumódromo, numa onda de alegria do encontro com os bróders, da cerveja batendo nas idéias, engatei numa conversa com um casal desconhecido. O cara era meio gringo, a mina era um lance tiazona-enxuta-bebum-forçadora-de-amizade sabe?

Naquele bonding que só acontece neste tipo de espaço, aquela sensação de pertencimento, todos irmãos na exclusão, estavamos trocando uma idéia. A tia era uma figura muito engraçada de tão desconexa na conversa. Mas então, eles tavam bem bêbados e eu não na verdade, mas tipo, super simpáticos sabe? Daí sei lá, a mulher tava me cobrindo de elogios gratuitos e eles eram bem mais velhos assim, uns 45 anos pra cima.

Foi aí que começou a rolar uma vaibe errada. O cara num silêncio meio melindroso, a tia num derramar de comentários sobre a minha roupa, mas sei lá, mulher é assim mesmo né? Tudo meio falastrona e fútil. E homem quando bebe fica meio tapado né? Eu retribuo os elogios e tal, tentando equilibrar a conversa afinal, a cordialidade é uma virtude pouco exercida nesses tempos aí em que vivemos e pá e tal.

5 minutos into the conversation, começo a me arrepender de ter dado corda pro diálogo BIZÔLO que estava tendo, eis que entra o filho maior de dezoito do casal e chama os pais para irem embora. Achei gatinho até e tal, mais engraçado ainda a família caindo na night unida. Enfim, neguinho era tão figura que não quis puxar conversa com mais ninguem daquele clã.

Beleza, massa, falou galera até a próxima.

A tia na porta do tal aquário fumante me pergunta como me acha por aí (?) eu falo pô, meu sobrenome é super complicado e o mundo é cheio de Carolina’s Lima. Ela me dá o e-mail dela ( que eu obviamente não decorei que não é pra tanto tambem, não vou te adicionar no meu messenger assim, depois de só UMA conversa bizolóide né galera?) meio falando no meu ouvido meio caindo em cima de mim, bebaralhassa.

Beleza, valeu, deus abençoe, toma uma Coca aí galera, dirijam com cuidado.

As vezes é massa conversar com quem você não conhece né? Essa Brasília tá toda no Facebook mesmo, massa encontrar alguem que nunca te viu antes, esses tiozões na night são engraçados.

_______________Lapso temporal______________ cena 2 – interna –  subsolo – música alta, pessoas dançando – close:

Alguns minutos depois, refletindo na pista de dança, repassando o diálogo travado com o casal no fumódromo, eu me questiono sobre o comportamento humano sob o efeito do álcool, neguinho fica bem loko mesmo né?

Then it hits me. Oh boy, and it’s embarassing.

Bicho, tomei um jacaré do tsunami de VERGONHA ALHEIA de mim mesma que me acometeu. Levo as mãos ao rosto em descrença.

Fui EXPLICITAMENTE ‘paquerada’ por um casal de swingers de meia-idade na night roqueira e só eu não me dei conta. Em nenhum momento. E bicho, umas 10 pessoas – que são meus amigos no orkut – presenciaram esse movimento arrepiante.

2009, cê tá demais hein? Pára com isso por favor.

_________________________________________________________________________________________________

Quem ficar afim ou quiser evitar um possível confronto nos mesmos moldes segue a descrição;

Mulher, 45/50, branca, estatura média, cabelos curtos bem loiros, raiz preta bombando, olhos claros e decote agrede. Um lance meio botox de leve e um sotaque gaúcho meio afetado, meio gringo tambem. Se chama Patrícia.

Homem, 45/50, estatura média, branco, loiro/grisalho, olhos claros, sotaque francês. Sem nome.

Brasília me ofereça a tua outra face.

Se liga.

Simpatia é quase amor.

Pontas duplas (2004)

•Dezembro 3, 2009 • Deixe um comentário

Agora são onze horas e nada pareceu mudar. Mas a vidinha, dia-a-dia, pode parecer um pouco mais fantástica se apenas um segundo ou dois for tudo que você sabe.

-Era vermelho com listras brancas, caiu no chão é explodiu!

Passando assim tão rápido uma frase retirada de uma conversa alheia indo ali, na padaria.

Noite e frio esperando o ônibus e duas borboletas amarelas riscarem o campo de visão.
Podia muito bem ser papel de bala ou um panfleto de igreja.
Mas você olha pro lado e ninguem parece ter visto.  Duas borboletas tenho certeza, num segundo que ninguem viu.

Se só o suspiro antes de partir.
Se antes de se dividir, antes fosse só o que existisse.

Se só o momento antes de reconhecer.

Se só assim, a vida se faria um pouco mais fantástica.

arthropoda

•Novembro 18, 2009 • Deixe um comentário

Na minha porta, sete espécies diferentes de insetos. Como se esperando por mim numa noite tão chuvosa estivessem ali, todos na minha porta.

Nos cumprimentamos com a reverência que evolutivamente nos compete, o ser humano, único exemplar da espécie frente as sete variáveis de um filo. Me esgueirando desconfortavelmente para conseguir lidar com a fechadura, um grilo muito verde me toma os papéis que ocupam a mão e os apoia nas asas muito longas, com muita gentileza.

Fechando a porta pelo lado de dentro um besouro se oferece para carregar minha bolsa, agradeço com um leve curvar do torso, tão forte e tão cuidadoso. Nos sentamos a mesa, eu e as mariposas. Sem pressa nos servimos de café e perdemos a noção do tempo observando a chuva movimentando terrivelmente os ventos, as folhas lá fora. A água vazando pelos cobogós da cozinha, molhando a torradeira e o pote de açucar. As libélulas logo afastam os eletrodomésticos da água e me convidam a levantar.

Rapidamente formigas se agrupam em uma longa, em uma intensa fileira em frente a cama e como um batalhão num constante levante em formação de ataque me ajudam a tirar os sapatos, quase como um feitiço me vêm o sono muito mesmo, muito forte, muito intenso, sinto as asas dos mosquitos roçando meus ouvidos e zunindo em círculos sobre meu rosto me forçando a deitar cada vez mais, cada vez mais, sinto enfim o travesseiro contra o rosto e o crepitar de centenas de pequenas pernas, as centopéias sobre os lençois trazendo até meu pescoço o cobertor quente e macio. As borboletas pousam sobre o interruptor, as luzes se apagam e as cigarras me contam em uníssono que é hora de dormir.

•Outubro 16, 2009 • 1 Comentário

não desdenho da chuva, não carrego o hedonismo tropical dos que sempre desejam o calor, antevendo na idéia da praia o escape indulgente. enfim, não me admiro do pretenso urbanóide enaltecendo o frio numa intensão de ruputura com a identidade latina.

temer ou ansiar pelo céu de cada dia é como um resquício criacionista de épocas em que o tempo era senhor, a consciência da existência humana.

nunca houve prazer maior do que sair de uma piscina gelada e caminhar descalça no chão de ardósia quente das beiras das piscinas. o despertar dos sentidos é a realização da própria vida. quem sabe estamos aí, jogando essa merda no ventilador para então, embaixo d’água, rolando na areia desértica, batendo os dentes e suando em bicas nos darmos conta de que estamos aqui, e enfim vivos.

no século do aquecimento e arrefecimento, quem sabe seremos uma pangéia de ‘chinelas’ e cachecóis em igual proporção. graças a deus.

•Outubro 2, 2009 • Deixe um comentário

On the very first time our eyes ever sat across each other, how unfortunate it was to notice how small they really were.  So when you excused yourself to go to the bathroom, so embarrased and urgent, I watched you go holding on to whatever thought and whispered to myself: – “I will open my life to you, make room for you, invite you in and ask you to stay but someday I will  look into those small eyes and they will be way too small to see me.”

And as you sat back on that chair across from mine, there was nothing neither of us could do. Occasionally I would twist mine into subtle looks, squints and fast blinks, close one eye to keep the other open. You never noticed my little games as I tried talking your eyes into betrayal and telling me something different than what was about to be.

Then there was a choice, we rose from those chairs and would only  see what we wanted to.

I’ve always had to and worn glasses but never got exactly used to them, never kept them on for too long, forgotten everywhere until one day I was sure to have lost them forever. In a sad disappointed tone you expressed your disapproval of my carelessness. Why, those where the glasses I had when you first looked at me with the small eyes that saw so much more. You would be so sad to not see me behind them ever again.  Well, everytime I took them off was an attempt  to erase a translucent wall between us. And as those walls became too many to simbolically remove with the disposal of an item, I just stopped wearing those glasses at all. They were not lost, more retired really. A blurry vision  seemed more fit.

Always suggesting and trying to find ways for us to close our eyes together was the wish to find a clear view, but we never did see eye to eye really.

I began counting the fingers of one hand, one for each moment I saw something I could believe in, those small eyes, so fixed and glassy.

Enough then, those small eyes, tiny, glassy, beaded, silent, silly eyes, at least they were looking at me but reflected on them was I, and now I was on that chair across from you, it felt so uneasy. I was taking somebody else’s seat.

So as I saw someone else making their way to take that chair I got up, stared at you and whispered to myself: “Goodbye.”

We became invisible, I don’t think I can see you anymore.

•Fevereiro 27, 2009 • 1 Comentário

Cronologia. Passado em horas; futuro em minutos; presente nos segundos.

O tempo começa a contar novamente, um dia você sempre soube mais um ano mais velho, ao virar uma página e uma esquina, estaria impresso em cada folha de cada dia no calendário que descreve um novo momento que já se antevia.

No dia de Natal decidi ir ao cinema. Na porta da bilheteria me propuseram o dilema de uma espera de muitas horas. Dirá você que loucura essa escolha, a do cinema no Natal mas, veja bem, é você quem não sabe que estas são as grandes chances. Nos momentos improváveis há de se tentar o impensável. Pois tome nota.

Saindo do trabalho mais cedo, a claridade do mundo real cegava como quando se sai de um filme de três horas e muitas reviravoltas. Respirando o ar fresco da vida ao ar livre, aquela sensação de emergir a vida real, como quando se sai do cinema e os pés voltam a tocar o chão depois de um filme de três horas e muitas realidades paralelas. O vento carregava o cheiro das possibilidades.

Com um vale-ingresso que só serviria até a semana seguinte escolhi o melhor filme que podia, cada vez menos opções. Lembrei do tempo em que ia ao cinema ao meio dia e todos os filmes estariam em sessão. Mas entre tudo isso haveria um dilema de três horas. Pelos corredores percebi que não conseguia mais ficar ali, no impiedoso shopping center por tanto tempo sem um foco concreto, lembrei da época em que isso era possível e muito provável.

Dando voltas olímpicas intermináveis, pegando impulso prum sprint de mais duas horas de espera, tentando achar um motivo pra seguir caminhando sem motivo, viro uma esquina e me vejo “defronte” uma, a única loja de discos. No calor da memória das coisas que um dia eu soube fazer, entrei. A banca de discos em promoção. Folheando as caixas de plástico estavam duas ou três coisas.  Avaliei bem o interesse e percebi, não era enorme, mas reconheci as oportunidades que sempre deixava passar sabendo que as iria encontrar por aquele preço, se não menos, em qualquer outro lugar, inclusive no supermercado. Percebi então os dois anos em que não comprei nenhum disco.  E que em algum dia desses dois anos me dei conta que todos esses discos que deixei de comprar não estavam mais lá, naqueles outros lugares. Vi naquilo uma linha muito tênue que precisa ser agarrada agora, ou nunca mais.

Paguei, peguei a sacola e voltei a caminhar sem rumo. Virei outra esquina e me vi refletida no espelho de uma pilastra central da torre de babel onde o tempo não passa. Eram outras roupas, outro corte de cabelo, mas havia ali naquela sacola de plástico o último mistério no jogo de sete erros da tempo presente. Atrás de mim muitos cruzaram aquele reflexo mas nenhum carregava uma sacola como aquela, com discos.

Ficou claro, nitído, que aquilo que um dia foi, já já, logo logo, nunca mais seria novamente.

Sentada na sala de cinema antes do filme uma série interminável de comerciais e notícias e ali aconteceu. A propaganda do próprio cinema anunciando: aquela sala agora também estaria “disponível para eventos, congressos, confaternizações e palestras, nossa equipe está esperando por você”.

Uma lágrima caiu ali mesmo, quando me vi vivendo uma ficção baseada em fatos reais.  O anacronismo nas consequências irreversíveis da passagem do tempo. Bem vinda terá então de ser, a nostalgia.

•Dezembro 29, 2008 • Deixe um comentário

É um sonho, qualquer coisa, não importa. Dessas coisas que se sonha, sem sentido, cheia de simbolismos etc e tal. É um pesadelo na verdade, cruel e impotente. Então abro o olho, de alguma forma a consciência de uma série de eventos dramáticos ou apenas infelizes inunda estas imagens e se funde com as cenas finais de uma epopéia surrealista. Abro os olhos, estas imagens e a consciência da presença de tais fatos tristes, infelizes, dramáticos se misturam e vou me levantando me assegurando de que é tudo, tudo isso que me vem a mente quando abro os olhos e aquilo tudo antes quando estavam fechados, tudo é um sonho. Mas enfim, me vejo refletida no espelho atráves do quarto, os cabelos desalinhados, a maquiagem borrada. E tudo isso sou eu.

O que há em um nome?

•Outubro 7, 2008 • 7 Comentários

Era 1982,  a cidade era vazia ainda, as pessoas andavam mais de ônibus. A terra vermelha tomava conta de muito mais espaços ainda, se misturando aos ainda maiores espaços verdes de vários lugares onde ainda não havia nada. Uma mulher jovem andava pelos corredores do Instituto de Artes da Universidade de Brasília com o corpo coberto de iodo. Assistia as aulas, respondia as chamadas, era uma aluna como outra qualquer e sequer tinha alguma doença cutânea. O amor livre, eco tardio no Brasil ainda por muitos anos pela década de oitenta afora, as roupas, cabelos e liberdades de expressão ou não, no Instituto de Artes em 1982 minha mãe proferiu meu nome pela primeira vez em público num intervalo entre uma aula e outra:

- É uma menina, Carolina. Vai nascer em novembro.

- Carolina? Sério? Tão simplezinho…sério mesmo que você quer Carolina? Ah, sei lá. Lua, Flor, Iara, acho que ficava melhor. Né gente…

E deste dia em diante meu destino começou a ser traçado, das palavras de uma bacharel em Artes Plásticas para o infinito do cosmos. Eu sempre seria perseguida, precedida, pelo meu próprio nome.

E foi assim, a princípio seria Nina, só Nina, mas meu pai achou mais apelido que nome, me chamaram Carolina pra que pudesse ser Nina apenas em apelido. E dos tantos, este nunca existiu. Conversando com minha irmã mês passado descobri que no casamento anterior, quando nasceu sua primeira filha, o nome que ele mais queria era Nina mas a mãe de minha irmã vetou. Parecia apelido. Veja só como a vida é loka.

Lembro de correr pelos corredores da escola puxando pelos cabelos os meninos quando meu nome era Vaca Leiteira, Copo de Leite Azedo, Branca de Neve. Além de ser muito branca, meu nome era Carolina e na terceira série, numa sala de 9 pessoas sempre havia mais uma, quem sabe duas. Já vivi um ano numa sala com quatro Carolinas, talvez duas eram Carolines. Mas todas sempre Carol.

Aliás, no final da década de noventa percebi uma tendência maior para o seguinte questionamento:

- Mas aí, você é CarolinE né?

- Não, não……….não.

E isso foi comum durante muitos anos, como se nunca houvesse existido a outra opção:

- Carolina? Uai Carol, você não é Caroline?

-Ahn?

- Tu tem MÓ cara de Caroline.

-……acho que não.

Nos restaurantes e filas de espera gritavam Caroline, eu não me importava. Mas a era de Aquário veio varrendo a supremacia Carolíngea com E mas sem antes me trazer uma revelação revolucionária.

Como a profecia da bacharel das Artes Plásticas em 1982, Carolina a menina de nome sem graça se deparou com uma Karullyny. Uma replicante do clã Carol. Fazíamos aula de Introdução a Matemática Superior na mesma Universidade de Brasília. Os jovens desainers e os jovens agrônomos. Quando chegava em minhas mãos a folha de chamada, mal se via o nome dela, rodeado de florzinhas, escrotisses do tipo “eu te amo KARULLYNY!”, “vou dar seu nome pra minha primeira filha!”, “me dá seu telefone gatinha”. Eu não me contive, movida pelo karma dum nome sem identidade eu, Carolina a comum, adicionei mais uma florzinha sacana e passei a folha de chamada pra trás com certa pena de quem sabe que um nome pode ser um fardo injusto, mas com o gosto de quem nunca perde a piada.

Sinto um misto de desconforto e graça em saber que metade das pessoas que me conhecem de nome não sabem meu verdadeiro nome. Nunca imaginei que seria meu sobrenome a minha alcunha mais popular em todas suas variantes, minha preferida – Vórtice e Vórtex – às vezes fico triste, sinto falta de ser Carolina.

E hoje não sei por onde anda Karullyny, nem Savana uma colega do segundo grau, nem as Katiuscas e  Wanessas que sempre um dia conhecemos. Mas estes dias estava na fila do Giraffas 24 horas, que adorna a já crowdeada comercial vizinha, uma luxúria gastronômica pra todos os gostos e bolsos, enfim, no Giraffas de madrugada o caixa é gay, é ótimo, simpático, muito mais inteligente que metade dos malas da Asa Norte que se teletransportam pra lá as 3 da manhã, eu adoro ele e dia desses olhei seu crachá e vejam só vocês o nome dele é Eros.

Alguns dias depois no caixa do Big Box que tambem adorna com graça a vizinhança, veja bem é o supermercado que só tem nas 400, já que a classe média baixa não compra no Pão de Açucar, eu fui tomada pela intuição de que aquele atendende, naquele caixa era especial. O destino não podia esperar, olhei pro crachá:

SÁTIRO.

Acho que eles, Eros e Sátiro, deviam se conhecer, ia ser um casal ÓTIMOM.